quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia dos pais

Dia dos pais.

Eu não sei o que é ser pai. Eu sei, ou ao menos tento entender, o que é ser mãe...Se ser pai é mais ou menos igual então sei que é um amor que não se mede também. Bom, eu posso não saber o que é ser pai, mas eu sei bem o que é ter um pai. Não desses que deixa a gente usar o nome e o crédito (e às vezes nem isso). Eu tenho um pai que ensina a ser gente. Que dá amor, carinho e afago. Dá bronca também....daquelas que deixa o estômago remexendo durante dias. Eu sei o que é ter pai, daqueles que apóiam e falam a verdade. Eu sei o que é ter pai presente, autêntico, excêntrico. Eu sei o que é ter pai cantor, tocador, médico, arquiteto, mecânico e até artista. Sei o que é ter pai irritante e pidão também. Sei o que é ter um pai que dá e cobra. Que bate e assopra. Que dá o peixe, mas também ensina a pescar. Daqueles ciumentos, machistas e durões. Sei também o que é ter um pai que ensina sensibilidade ao gostar de música boa, ao admirar a terra, os bichos, a natureza. Um pai que sabe ser um poço de paciência e sabe também perdê-la na hora certa. Eu sei o que é ter um pai incansável no querer bem, no achar que sempre terá uma solução melhor, mesmo que você não a esteja procurando....Se eu não fosse mãe, mas fosse pai, certamente teria que ser igual a ele, mas acho que igual a ele ninguém seria.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A arte de ser mãe

Ser mãe é uma arte. Uma arte que exige dedicação integral, pois o mínimo detalhe faz toda a diferença. A maior dificuldade que existe é educar. Educar seguindo o padrão do que você acredita ser o melhor para alguém ser feliz. A mais dura tarefa que certamente foi designada a um ser humano. Todo mundo passa por momentos de verdadeiro desespero, de vontade de sair correndo e desistir...Porque um simples não pode ser tão doloroso? Se pudéssemos escolher, todos nasceriam com manual de instruções...mas ai, seria muito fácil, né? A tarefa mais dura vem com um fator que não nos deixa desistir, o tão falado amor incondicional. O amor que não mede esforços, que não tem tamanho, que não espera acontecer. O amor nos guia a tentar sempre, procurar novos caminhos, decidir o que pode ser melhor. Ser mãe é uma arte. Uma arte de amar todos os dias, sem parar, sem desistir.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Criança e Amor

É engraçado como a frase "quando nasce um bebê, também nasce uma mãe", é verdadeira. Essa frase deveria se estender aos outros em redor, porque, a vida de uma criança é recheada de boas surpresas e descobertas, e essas, quando vividas coletivamente, são muito mais gostosas de saborear. Cada criança tem uma personalidade diferente, e isso a gente já sabe desde a hora que eles entram a primeira vez pela porta do quarto do hospital. Seus choros e manhas são diferentes e, não adianta implorar...você tem que criá-los de maneiras diferentes, pois cada um reage à vida de forma diferente. Não existe criança alheia ao amor... Não existe uma, que cercada desse amor e carinho, não se dobre aos encantos de quem os ame verdadeiramente. Umas são mais fáceis....e as outras - olhe bem - também! Só se fazem de durões. Amor se conquista com amor. E ai, pra isso, tem que haver dedicação, paixão, mas acima de tudo, vontade de ser parte. Eu fui mãe nova...mas desde "pequeninha" eu sei que amor se mede pela vontade de estar junto. Ame. Se dedique. Se envolva. Faz bem à saúde. De todos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Faz tempo....

Fazia tempo que não postava....tenho muita coisa escrita e interrompi os trabalhos nem sei porquê. Voltei hoje prometendo a mim mesmo não parar....e não deixar de postar meus pensamentos que já escrevi faz tempo:


Sabe o que é amor? Amor é dar o último pedaço da comida - aquele mais gostoso - pro outro. Amor é responder a mesma pergunta mil vezes, de maneira diferentes, para que o outro finalmente entenda. Amor é olhar o outro dormir e sorrir sozinho, com lágrimas nos olhos, e se perguntar se você realmente merece aquilo. Amor é querer rir de resposta malcriada e ainda sim ter que brigar. Amor é dizer não querendo dizer sim, é a sensação de sempre querer voltar pra casa mais cedo, só pra pegá-los acordados e dizer boa noite...Amor é uma sensação de bem estar, que vem no meio do dia, do nada, só por lembrar do outro. É querer sempre o bem do outro, querer ensinar sempre e querer dividir sempre. Amor é sempre mais....porque você sempre acha que ama demais e depois percebe que ainda é capaz de sentir que "aquilo" ainda cresce dentro de você. Amor incondicional...é amor pelos filhos, que mesmo sendo seus, você tem que dividir com o mundo, pq no final eles se vão...Amor é engasgar toda vez que você ouve um boa noite mamãe.... eu te amo princesa.... você é linda, né mamãe? é engasgar quando você percebe que o outro é você melhorado, pq você sempre quer que o outro seja melhor. Amor é simplesmente amor....não adianta explicar.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Princesa

Interrompendo os trabalhos sobre ser mãe....hoje é aniversário da minha princesa...no dia que ela nasceu, eu não achei que fosse conseguir amá-la. Me senti um bicho esquisito... como não amar um serzinho tão pequeno, tão indefeso? Eu achei que não iria conseguir dividir o amor que sentia pelo Bruninho, como eu ia amar alguém do mesmo jeito, com a mesma intensidade? Com o passar dos dias, minha princesa, com seu jeitinho, me fez apaixonar....ela era calma, sorridente, dormia tranquila, não tinha cólicas, não chorava muito! Ela me trouxe paz, uma paz que eu tinha que ter para passar "viva" daqueles dias onde eu duvidava que iria dar conta de tanto trabalho. Com o tempo, ela me ensinou a amá-la...hoje, não vivo sem seus abraços, amassos e beijos molhados. Não vivo sem um "oi mamãe", ou um "quero a mamãe", ou "mamãe, dexa eu fumar (arrumar) seu cabelo". Não vivo sem olhar aquele andar desengonçado, todo engraçado, da gordinha mais linda do mundo...não vivo sem dormir abraçada, com ela pegando na minha orelha, fazendo carinho, ou birra também...com ela, eu aprendi...amor não se divide, se multiplica. Nina, a mamãe te ama! Feliz aniversário minha princesa!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ser mãe

Sempre quis ser mãe...e sempre ouvi as pessoas falarem que eu tinha nascido pra isso! Não se sabe o que é ser mãe, até que você se torne uma...eu fui mãe aos vinte - vinte e dois para ser mais precisa. Achava que já era gente grande, mas eu vi que de grande eu não tinha nada. Eu achava que eu tinha medos, mas não se sabe o que é medo, até que você sinta isso pelo outro...não se sabe o que é amor...até que ele venha de dentro de você! Desde que meu pequeno príncipe nasceu, eu escrevo para ele, e ai depois nasceu a princesa e eu continuei com a mesma mania. Na verdade, eu escrevo antes mesmo dele nascer e antes dela nascer também...e é um exercício engraçado, pois é uma forma de explicar a você mesma tudo que você sente, uma terapia para quem não sabe o que fazer com tantos sentimentos. É uma forma de perpetuar o que você tem medo de um dia não poder dizer. De tanto escrever, de tanto tentar explicar, um dia alguém falou...você deveria escrever um livro!...não tenho tamanha pretensão...mas de tanto medo que tenho, resolvi escrever num espaço que provavelmente não terei o risco de perder os arquivos...e junto com eles as palavras, os sentimentos e as sensações...como se com esses, isso fosse possível...
Começa aqui um arquivo vivo de mim para mim mesma....e depois para meus dois amores.