quarta-feira, 28 de abril de 2010
Princesa
Interrompendo os trabalhos sobre ser mãe....hoje é aniversário da minha princesa...no dia que ela nasceu, eu não achei que fosse conseguir amá-la. Me senti um bicho esquisito... como não amar um serzinho tão pequeno, tão indefeso? Eu achei que não iria conseguir dividir o amor que sentia pelo Bruninho, como eu ia amar alguém do mesmo jeito, com a mesma intensidade? Com o passar dos dias, minha princesa, com seu jeitinho, me fez apaixonar....ela era calma, sorridente, dormia tranquila, não tinha cólicas, não chorava muito! Ela me trouxe paz, uma paz que eu tinha que ter para passar "viva" daqueles dias onde eu duvidava que iria dar conta de tanto trabalho. Com o tempo, ela me ensinou a amá-la...hoje, não vivo sem seus abraços, amassos e beijos molhados. Não vivo sem um "oi mamãe", ou um "quero a mamãe", ou "mamãe, dexa eu fumar (arrumar) seu cabelo". Não vivo sem olhar aquele andar desengonçado, todo engraçado, da gordinha mais linda do mundo...não vivo sem dormir abraçada, com ela pegando na minha orelha, fazendo carinho, ou birra também...com ela, eu aprendi...amor não se divide, se multiplica. Nina, a mamãe te ama! Feliz aniversário minha princesa!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Ser mãe
Sempre quis ser mãe...e sempre ouvi as pessoas falarem que eu tinha nascido pra isso! Não se sabe o que é ser mãe, até que você se torne uma...eu fui mãe aos vinte - vinte e dois para ser mais precisa. Achava que já era gente grande, mas eu vi que de grande eu não tinha nada. Eu achava que eu tinha medos, mas não se sabe o que é medo, até que você sinta isso pelo outro...não se sabe o que é amor...até que ele venha de dentro de você! Desde que meu pequeno príncipe nasceu, eu escrevo para ele, e ai depois nasceu a princesa e eu continuei com a mesma mania. Na verdade, eu escrevo antes mesmo dele nascer e antes dela nascer também...e é um exercício engraçado, pois é uma forma de explicar a você mesma tudo que você sente, uma terapia para quem não sabe o que fazer com tantos sentimentos. É uma forma de perpetuar o que você tem medo de um dia não poder dizer. De tanto escrever, de tanto tentar explicar, um dia alguém falou...você deveria escrever um livro!...não tenho tamanha pretensão...mas de tanto medo que tenho, resolvi escrever num espaço que provavelmente não terei o risco de perder os arquivos...e junto com eles as palavras, os sentimentos e as sensações...como se com esses, isso fosse possível...
Começa aqui um arquivo vivo de mim para mim mesma....e depois para meus dois amores.
Começa aqui um arquivo vivo de mim para mim mesma....e depois para meus dois amores.
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